CAN: como funciona a Taça das Nações Africanas

A Taça das Nações Africanas (CAN, ou AFCON em inglês) é a maior competição de selecções de África, organizada pela CAF (Confederação Africana de Futebol). Vê como funciona e o que vai mudar nos próximos anos.
Um pouco de história
A primeira edição foi disputada em 1957, no Sudão, com apenas três selecções: Egipto, Sudão e Etiópia. O Egipto venceu e continua a ser a selecção com mais títulos na história da competição.
Formato actual: 24 selecções
Desde 2019, a fase final tem 24 selecções:
| Fase | Como funciona |
|---|---|
| Fase de grupos | 6 grupos de 4 selecções |
| Quem passa | Os 2 primeiros de cada grupo + os 4 melhores terceiros |
| Eliminatórias | Oitavos, quartos, meias-finais e final, em jogo único |
Nas eliminatórias, se o jogo terminar empatado, há prolongamento e, se necessário, desempate por penáltis.
Moçambique no CAN 2025: uma vitória histórica
Os Mambas garantiram a presença no CAN 2025, em Marrocos, ao vencer a Guiné-Bissau por 2-1 em Bissau na última jornada da qualificação, terminando em 2.º lugar do grupo, atrás do Mali.
Era a 6.ª participação de Moçambique numa fase final, e até então a selecção nunca tinha ganho um jogo no CAN. Isso mudou a 28 de Dezembro de 2025, em Agadir: Moçambique venceu o Gabão por 3-2 e conquistou a primeira vitória da sua história na competição. Os Mambas chegaram depois aos oitavos-de-final, onde foram eliminados pela Nigéria.
A grande mudança: CAN de 4 em 4 anos
Em Dezembro de 2025, a CAF anunciou uma reforma histórica:
- CAN 2027: organizado em conjunto pelo Quénia, pela Tanzânia e pelo Uganda.
- CAN 2028: uma edição de transição.
- Depois de 2028: o CAN passa a ser disputado de quatro em quatro anos, como o Europeu, em vez de dois em dois.
- Liga das Nações Africanas: uma nova competição anual a partir de 2029, inspirada na Liga das Nações da UEFA, para que as selecções continuem a ter jogos oficiais regulares.
Porquê a mudança?
O calendário internacional ficou muito apertado, com o novo formato da Liga dos Campeões e o Mundial alargado. Muitos jogadores africanos actuam em clubes europeus, e um CAN de dois em dois anos, muitas vezes a meio da época europeia, criava conflitos entre clubes e selecções.